"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever." (Clarice Lispector)
segunda-feira, setembro 27
Lar doce lar!
Nossa, passei vários dias viajando como um muchileiro por aí, passei por todos os cantos, os lugares da minha cabeça. É mais difícil encontrar onde ficar do que se imagina. Durante um bom tempo, dias, semanas talvez, me tornei um pássaro, meio sem rumo e sem destino. Todos os lugares os quais tentei permanecer me pareciam incrivelmente estranhos, literalmente visitante. A verdade é que toda essa viagem tinha como objetivo chegar a um lugar onde meus pensamentos não determinassem pessoas e muito menos lembrasse de momentos que não eram necessários na lembrança. Nesse meio eu pensei em ficar em qualquer lugar, mesmo que como estranha, mesmo que não pertencesse a mim. Foram todas tentativas falhas, o incomodo chegava a ser pior que qualquer outra coisa. Viajei da minha cabeça aos meus pés, e por fim terminei no coração. Uma força estranhamente perfeita me dizia que era o lugar, era Deus, eu tinha plena certeza. Fui feliz todos os momentos que estive ali, no meu coração. Senti vontade de sorrir, gritar de alegria, lembrei de todo mundo que amava, lembrei da mão que sempre me afagou mesmo que não real, lembrei da fé que sustentava o meu corpo em todos os momentos ruins, lembrei de tudo e principalmente de uma coisa chamada sorriso, meu sorriso. Felicidade, lar doce lar!
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